sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

101 alimentos que podem salvar sua vida


Comprei este livro ontem e estou encantada. Com uma visão leve e real, o nutricionista David Grotto trata dos alimentos de uma forma gostosa realçando o que ele (alimento) pode fazer por você. Isso eu acho o melhor de tudo. Todo mundo quer ser mimado e cuidado e saber que um alimento "pode fazer com que sua saúde melhore", é um chamariz de primeira. Os alimentos, em ordem alfabética, são descritos de acordo com a sua história, depois vem algumas curiosidades sobre o mesmo, um pouco sobre remédios caseiros feitos com ele, como ele pode ser salva-vidas destacando por que o alimento é tudo de bom, dicas para armazenamento, como preparar, como escolher e no final uma receitinha para você preparar, já que depois de cada capítulo, você se torna amigo de infância de cada ítem!!!!!
Com uma linguagem gostosa e em algum momento o autor diz que..."“Apesar de o chocolate ser frequentemente apontado como causa de espinhas, um estudo indicou que mulheres que consomem regularmente uma bebida de cacau com muitos flavonóis aumentam sua hidratação e diminuem o ressecamento da pele.”

David Grotto formou-se em Nutrição e Dietética na Universidade do Illinois, em Chicago. É presidente e fundador da Nutrition Housecall, LLC, uma instituição que providencia cuidados personalizados de nutrição e dietética. Com mais de 20 anos de prática clínica, Grotto recebeu, em 2005, o prêmio de Excelência da American Dietetic´s Association. É conselheiro científico da revista Men´s Health nos Estados Unidos e colabora com diversas instituições, jornais e estações de televisão analisando temas relacionados com a alimentação, nutrição oncológica, doença cardiovascular e medicinas alternativas.

101 Alimentos Que Podem Salvar Sua Vida, Editora Larousse do Brasil, David Grotto, Tradução de Sheila V. Mazzolenis, 432 páginas

Daniela Meira - produtora de culinária Mais Você

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Vindo do Oriente, chegou e ficou!

A novela acabou e ficou o chá indiano. Estando em um café, não é difícil encontrar o Chai (pronuncia-se Tchai), o típico chá que é servido na Índia como nosso cafezinho, após uma grande refeição. A culinária indiana é regada por temperos e especiarias e o Chai não foge a regra. Ele é feito assim: prepara-se um chá verde, depois junte a marsala, que é uma mistura de especiarias como o cardamomo, cravo, canela, feno grego, gengibre, pimenta branca e cúcuma, leite frio (eu provei com leite quente). O leite frio é adicionado por causa da influência da colonização inglesa no país. Depois é só adoçar. Alguns colocam açúcar mascavo, mas pode-se adoçar do jeito que você quiser. Na hora de servi, normalmente eles usam o truque de despejar este Chai, por cima da xícara, de longe, para formar espuma...(uma técnica bem simples, né??)

Segundo o que andei lendo, a bebida é preparada pelos Chaiwallahs, profissão cada vez mais popular no país (como se fosse um barista mas que se especializou no Chai). Cada um destes fofinhos possui sua receita pessoal, combinando quantidade e especiarias diferentes. Após o sucesso do filme Quem Quer ser um Milionário (no qual o protagonista é um Chaiwallah), e a popularidade da novela Caminho das Índias, o Chai caiu no gosto dos brasileiros.
Com propriedades antioxidantes, energéticas e de baixo teor calórico, o chá do oriente vem sendo servido no Brasil misturado com o chá preto e servido gelado para amenizar o calor que vem fazendo de Norte a Sul. Vale provar, tanto quente quanto frio.



ONDE ENCONTRAR:

Grans's Café
Rua João Todeschini, 2300 - Curitiba - PR
(41) 3079-2363
Gopala Madhava
Rua Antônio Carlos, 429, Consolação, São Paulo
(11) 3283 3867
Domitila Restaurante e Café
Rua Clodomiro Amazonas, 99 - Vila Nova Conceição - São Paulo
(11) 3078-7434
Vanilla Café
Rua Antonio Carlos, 404, Consolação, São Paulo
(11) 3262 3943
Café Suplicy
Alameda. Lorena, 1430, Jardins, São Paulo
(11) 3061 0195
Raajmahal
Rua General Polidoro, 29, Botafogo - Rio de Janeiro
(21) 2524 6242
Starbucks
Av. Afrânio de Melo Franco, 290, Lebron - Rio de Janeiro
(21) 3385 4990

Daniela Meira - produtora de culinária Mais Você

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Você gosta de Umeboshi?

Uma ameixa ácida e salgada que os japoneses e chineses usam quase todos os dias para prevenir ou curar, dor de cabeça, excesso de comida, excesso de bebida, diarréia, prisão de ventre, enjôo, gases, ressaca, mau-hálito, gripe, resfriado, indisposições da gravidez, infecções intestinais, calos, cortes, mordidas de bicho e cansaço!! É praticamente um remédio antigo para curar problemas corriqueiros. É antisséptica, contém substâncias antibióticas confirmadas por centenas de pesquisas científicas, destrói os germes da disenteria instantaneamente e age também sobre as bactérias da tuberculose. É altamente nutritiva, possui duas vezes mais proteínas, minerais e gorduras do que qualquer outra fruta, principalmente cálcio, ferro, fósforo, ácido cítrico e ácido fosfórico. Ela é tão feia quanto saudável!!


Você pode dissolvê-la lentamente na boca ou desmanchá-la em água quente ou no chá-verde...O gosto, é claro, é extremamente diferente de qualquer coisa. Imaginem uma ameixa salgada!!!!! O nome é formado por 2 palavras: Ume é o nome da ameixinha, que ao natural parece uma azeitona gorda, verde, tão ácida que não dá para comer ao natural. Boshi quer dizer que ela virou conserva depois de passar 1 ano e pouco amadurecendo com sal e folhas de shissô (veja informações sobre o shissô no final deste post).
É bastante tempo, mas é necessário para que reações químicas entre o sal e o ácido atinjam equilíbrio principalmente no sabor (que não fica nem ácido e nem salgado), na função anti-séptica, bactericida, antiviral, antioxidante, desintoxicante, energizante e regulador do equilíbrio ácido/alcalino...UFA!! Eu acho que o esta ameixinha merece um lugar de destaque na casa de todo mundo, na bolsa de todas as mulheres... Sabia que esta ameixa desinfeta até água contaminada???

Eu estava lendo uma matéria sobre esta frutinha na revista Bons Fluidos e nesta matéria diz que para prepará-la é fácil, custa pouco, você controla pessoalmente o tempo de maturação e ainda desfruta do caldo que ela solta no processo, chamado vinagre de umeboshi, muito bom tanto em tempero como para neutralizar rapidamente problemas de estômago e intestino (uma colher de sopa numa xícara de água bem quente, beber aos golinhos).
Então como fazer?
Primeiro passo: encomendar ao verdureiro japonês 2 kg ou mais de umes verdes, que aparecem no mercado em alguma altura de agosto ou setembro e depois somem. Conseguiu? Estão firmes e polpudas? Lave delicadamente, seque bem uma por uma, jogue fora as imperfeitas. Aí, com palito de dentes, tire de cada ameixa a tampinha mínima, que fica na base do cabo. Segundo passo: calcular a quantidade de sal marinho, que deve corresponder a 15% do peso das ameixas. Por exemplo: 2 kg de ameixa, 300 g de sal. Terceiro passo: montar uma prensa, arranjando um prato que sirva de tampa interna para uma vasilha bem funda de louça, barro, pedra, vidro, pirex ou mesmo plástico. Nela você coloca as ameixas e o sal sem deixar que ultrapassem a metade da altura da vasilha. Por cima o prato, que ao mesmo tempo tampa e pressiona as ameixas, graças a um peso que seja o dobro do delas (2 kg de ameixa, 4 kg de peso). Cobrindo tudo, uma toalha leve de algodão para proteger de poeira e intrusos.

O que se passa lá dentro é que o peso força a ameixa a soltar seu caldo, que dissolve o sal, que por sua vez impede a presença de bactérias indesejáveis na área. O balé bioquímico fica ainda melhor um mês depois, quando o verdureiro japonês apresenta as folhas de shissô, cheias de aroma e sabor, com sua cor avermelhada e poder incomparável de conservar alimentos. Também elas são lavadas, secadas, polvilhadas com (pouco) sal, amassadas nas mãos e misturadas à conserva, que a esta altura pode sair do peso e passar para um vidrão de boca larga. É nesse vidro, tampado e bem guardado no escurinho do armário, que a umeboshi vai esperar quinze meses antes de nos tornar felizes para sempre. Podemos até fazer uma nova conserva enquanto a primeira não fica pronta. Quanto mais antiga, melhor. Depois de três anos, pode ser consumida até por hipertensos. Cuidado só para não abusar, principalmente se não souber a idade da umeboshi: em excesso, faz mal aos rins e ofende o estômago. (fonte: jornalista e pesquisadora Sonia Hirsch que é autora de livros sobre culinária natural, alimentação e saúde.)

OBS: esta ameixa não é indicada na forma tradicional para hipertensos e crianças abaixo de três anos, pois possui sal em excesso. A solução é “carbonizar” a umeboshi, espetando num garfo e pondo na chama do fogão, para depois transformar este “carvãozinho” em pó e tomar com banchá.

Curiosidade sobre a folha do SHISSÔ: Origem China mas no Japão esta folha é usada na conserva de umeboshi. É aromático e tanto a folha como a semente podem ser usadas. É depurativa, estimula a transpiração no estado febril, etc. Na culinária é usada em temperos nas saladas cortada fininha ou em sopas. Pode-se comer a folha inteira junto com arroz. Usada para suco esta folha dá um cor de rosa muito bonito. Sabor refrescante, aromático e dá um toque especial na refeição.

Daniela Meira - produtora de culinária Mais Você

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Vamos comer ostras?

Florianópolis (ou Ilha da Magia), a capital nacional da Ostra! Com este slogan, imaginem o que fui provar...Bom grande parte do território da cidade de Florianópolis está situado na Ilha de Santa Catarina, um pedaço de terra com 58 km de extensão por cerca de 18 km de largura. Tem 42 praias na ilha e é considerada a capital brasileira com melhor qualidade de vida. 46% de seu território é área de preservação.Ao longo de um período de quase 5 mil anos os portugueses e açorianos foram os povos que mais marcas deixaram na Ilha e inclusive, na rua deste restaurante as casinhas em volta tem características bem portuguesas. Na culinária foi herdado dos índios a farinha de mandioca e seus derivados, mas isto foi no Brasil todo...

As Ostras
Eu acho que mesmo que você torça o nariz, se puder e estiver em Floripa, prove uma pelo menos. Não precisa ser a crua com limão, entende. Teste o paladar, o sabor e depois veja se sua opinião mudou. Fui a um restaurante muito bacana chamado Ostradamus, na Freguesia do Ribeirão da Ilha. Restaurante bonito, para turista mesmo, conversei com o chefe e proprietário Jaime de Barcelos (muito educado e simples) que era mecânico e hoje é chefe de cozinha. Me perguntaram como eu via um mecânico sendo chefe de cozinha...eu acho que a pergunta deve ser feita de outra maneira. O que um chefe de cozinha (um artista) vê na mecânica? Mesmo que ele tenha sido primeiro mecãnico e depois chefe de cozinha, para mim ele sempre foi chefe de cozinha (=artista) mesmo sendo mecãnico... Não é o primeiro caso de um profissional que tenha um trabalho pesado e depois de uns anos se envolve em outro tipo de trabalho completamente diferente, quase que o oposto. Eu acho que esses “artistas” encontram um trabalho, que usa pouca criatividade e depois de anos, a vida e a vontade dele levam-no diretamente para a arte. Para o que ele realmente gosta. Alguns conseguem isso, outros não.


















As misturas de sabores que o chefe conseguiu foram inusitados. Seguindo a ordem das fotos provei uma com Martini, outra com redução de aceto balsâmico (essa foi a minha preferida), uma ao alho e óleo, com mel e gengibre...huuummm...











Depois vieram ostras com linguiçinhas e outras com queijo brie e pêra...huuummm Uma delícia atrás da outra. Impressionante. Bom o que me chamou a atenção também é que quem é criativo é criativo...Parece óbvio, mas veja este ar-condicionado... mega criativo, né?










Se você quiser ir em um restaurante gostoso, aconchegante, com uma culinária muito criativa e, claro, estiver em Floripa, vá ao Ostradamus (Rodovia Baldicero Filomeno, 7640 - Freguesia do Ribeirão da Ilha +55 (48) 3337-5711 - ostras@ostradamus.com.br)

Daniela Meira - produtora de culinária Mais Você

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Uma receita de sucesso!

Em uma tigela coloque um bairro chamado Descansópolis, na cidade de Campos do Jordão (SP) e misture com um excelente restaurante. Misturou? O que surgiu? Um restaurante com um excelente fondue, taças de vinho?? Não!! Pois é, na verdade eu fiquei abismada em encontrar um restaurante italiano de primeira linha. Eu explico: O que seria o mais óbvio encontrar em Campos? Lugares mega especializados em fondues, não é? Não sei por que não existe um restaurante com o melhor fondue em Campos do Jordão. Não existe um festival de Fondue em Campos.... O clima pede, o público pede...o frio pede... Todos os restaurantes que fazem "rodizio de fondue" se acham o máximo mas nenhum faz frente a qualquer outro restaurante que sirva fondue no Rio Grande do Norte (rsrsrs, mesmo por que acho que lá não existe!!).
Eu acabei caindo dentro de um restaurante italiano, que serve a melhor qualidade de massa e temperos, sem dúvida nenhuma e melhor que inúmeras cantinas de São Paulo. Pode ter certeza.
O nome desta pérola italiana é Élio Cucina Speciale (Av. Pedro Paulo 4755 - Campos do Jordão - tel 12-36636656) . As massas são um grande destaque do cardápio (mas o cliente pode escolher também receitas inspiradas na culinária francesa). Comandado pelo Sr. Francisco (à esquerda) e sua esposa Renata (na foto abaixo e que fica na cozinha mandando estas delicias só para a gente engordar!!) o restaurante tem 6 anos em Campos do Jordão. E foi montado depois de uma estrada de 40 anos de experiência em São Paulo com um restaurante que fazia 1000 couvert por dia de grande movimento.
Ele, indiscutivelmente, nasceu para servir. E servir bem, sem importunar, mas para acrescentar. Vem contando histórias, fatos que marcaram a trajetória de vida, as conquistas e sempre com a arte de servir atenta a qualquer movimento do cliente. Eu fiquei surpreendida em encontrar em Campos um restaurante italiano, que vende massas frescas, molhos deliciosos, tiramissu leve. Você chega na Rua Pedro Paulo, em uma curva, entra no restaurante e com certeza o Sr. Francisco estará te esperando para serví-lo.

Depois de tantos anos o atendimento é excelente e os donos não cairam no comodismo de abrir um restaurante e deixar os funcionários tocarem o estabelecimento. Marido no salão e esposa na cozinha. Cozinha modesta, mas quando os pratos são preparados, esta cozinha se expande e se transforma em uma engrenagem altamente sincronizada entre salão e cozinha... (uma relação tão dificil de entrar em um entendimento na maioria dos restaurantes). Um show!

E volto a dizer que não sei qual a grande dificuldade de encontrar um bom restaurante de fondue em Campos, mas isto é assunto para outro post.

Daniela Meira - produtora de culinária Mais Você

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Você conhece Baru?



O sabor lembra o do amendoim. Por essa razão muitas quituteiras do cerrado incrementam receitas de paçoca e outros doces com a amêndoa do baru. Delícias à parte, essa leguminosa é uma campeã quase invencível em ferro. Basta examinar o trabalho concluído na Universidade de Brasília (UnB) mostrando que em 30 g (= a ½ xícara de chá), há 1,4 miligrama do mineral que combate a anemia — uma dose generosa se considerarmos que homens precisam de 8 miligramas desse nutriente por dia e mulheres, de 18.

No estudo feito pela nutricionista Alinne Martins Ferreira em parceria com a professora Egle Machado de Almeida, há outros dados saborosos do ponto de vista nutricional. O baru oferece boas quantidades de zinco, substância que exerce papel fundamental na maturação de células do sistema imunológico. "Nos vegetais de modo geral essa dupla de minerais não é bem aproveitada pelo organismo, mas não é o que acontece com o ferro e o zinco do baru", conta Alinne. Sem falar no fósforo e no magnésio, que atuam na mineralização óssea.

A nutricionista paulista Neide Rigo também enaltece o alimento. "O baru é ótima fonte de fibras", garante. Mas, como nada é perfeito, ele está cheio de calorias — só um punhado já ofecere 150.

Até agora as pesquisas brasilienses revelam que todas essas propriedades se concentram na amêndoa. A polpa parece ser a parte pobre do baru. Na verdade, o valor nutricional dela nem sequer é bem conhecido, segundo a bióloga Sueli Matiko Sano, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa. Para piorar, se for colhida um tantinho que seja fora de época, ela já fica com sabor ruim, por culpa do tanino, substância que também dá aquela sensação de língua travada.

As sementes, porém, são invariavelmente saborosas. Por enquanto, fora da região do cerrado, elas são mais facilmente encontradas em grandes redes de supermercados, numa versão já salgada que serve como aperitivo. Quem conseguir levar para casa um punhado delas sem sal poderá experimentá- las em receitas como esta ao lado, criada pela nutricionista Andréa Esquivel, que também é professora de gastronomia em São Paulo.

Molho pesto

Ingredientes
• 1/2 xícara de chá de azeite de oliva
• 1 dente de alho
• 1/2 xícara de chá de semente de baru torrada
• 1 xícara de chá bem cheia de manjericão
• 1 colher de sopa de queijo parmesão a gosto

Modo de preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Depois é só regar massas, como o espaguete ou o talharim.

O baru é campeão. Compare os teores de calorias e minerais nas oleaginosas

Baru
Calorias 502
Ferro 4,7 mg
Zinco 4,2 mg

Amendoim
Calorias 594
Ferro 3,7 mg
Zinco 3,8 mg

Avelã
Calorias 629
Ferro 3,3 mg
Zinco 2,2 mg

Noz
Calorias 718
Ferro 2,6 mg
Zinco 1,2 mg

*em 100 gramas, o que equivale a 1 ½ xícara de chá de cada

Eu adoro, principalmente sem a casquinha escura

Fontes:
USDA – Depto de agricultura dos Estados Unidos e Alinne Ferreira, da UnB
Matéria retirada da Revista Saúde!É vital

Daniela Meira – produtora de culinária Mais Você

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Sob Pressão

Você está com calor? Pois é. Eu estou aqui no RJ, onde a sensação térmica pode chegar a 50º C. Depois do tsunami, o mundo ficou muito diferente. Mais quente e nossa cabeça fica com uma pressão enorme. E para refrescar, fui com meu amigo Marcio Moreira (chefe de cozinha do Mais Você) em uma chopperia aberta e popular aqui no Rio de Janeiro.
Digo popular, pois você pode chegar do jeito que estiver, pede um chopp, um petisco e fica jogando conversa fora sem ter hora para sair. Assim é o Na Pressão Chopperia, uma rede com 5 lojas no Rio (vão abrir outra na Lapa). Fomos na loja do Shopping Nova America (Av Martin Lutter King, 126 lj 12) descarregar a pressão da temperatura alta e papear um pouco, já que o ano começa hoje (depois do carnaval) e temos muitas idéias para os próximos meses. Estávamos com fome, então resolvemos atacar logo o cardápio que é composto por 5 categorias (caldos, petiscos, pizzas, pratos principais e guarnições).
Dentre picanha, filé mignon na pressão, ao molho mostarda e file de frango a parmegiana escolhemos, eu, a delicia de frango (filé de peito de frango grelhado e fatiado acompanhado de talharim e um molho a base de creme de leite, vinho branco e suco de limão) , e o Marcio preferiu o mignon a parmegiana (200 g de filét mignon empanado e servido com molho de tomate e queijo derretido acompanhado de batata frita e arroz). Pedimos. Chopp prá cá, chopp prá lá, muita gente zanzando de um lado para outro...Os pratos vieram. Bom, as fotos ficaram bacanas, estávamos com fome, já era tarde...comemos, e...
Depois que a lei antifumo entrou em vigor de verdade, proibindo qualquer tipo de cigarro, cigarrilhas e afins que produzem fumaça serem utilizados em ambientes fechados ou não (vide estacionamento de shopping centers que mesmo descoberto é um local onde o fumo é proibido pois tem circulação de pessoas) os ambientes ficaram mais limpos e leves, sem dúvida. Pois bem, chopp gelado na caneca, pedido feito e ambiente livre de fumaça....mas...OPA!!!!!! O que é aquilo????? perguntou o Marcio, "Que fumaça é aquela?" . Na chopperia, ao lado de uma fofinha que havia pedido picanha fatiada, existia uma fumaça encobrindo as pessoas!!! E o fogareiro ao lado dos clientes em mesas próximas!! Peguei minha máquina e comecei a fotografar "Por que o garçon largou o fogareiro assim que viu que eu estava fotografando???" perguntei ...
Onde está a lei antifumo(aça) que proíbe pessoas a fumarem em ambientes abertos e ao mesmo tempo liberam fogareiros em ambientes apertados que expelem as tais fumaças carcinogênicas e maléficas à saúde?? Nesta chopperia, mesmo que aberta, a fumaça rola solta. Não a dos cigarros, que eu não vi nenhum, mas a dos fogareiros. O cliente pede uma picanha fatiada e ela vem neste fogareiro para grelhar e vai soltando fumaça (claro, é tipo churrasquets) para todos os lados. E você pode até fazer cara feia, que nada irá acontecer.
Eu pergunto: já que não existe lei para isso, por que não dividem o estabelecimento em FUMAÇA e NÃO FUMAÇA (tipo fumantes e não fumantes que existiam até pouco tempo atrás) e as pessoas que queiram comer uma picanha ou churrasquets, entra no local FUMAÇA.

Os outros que estão perfumados e marcaram encontro pela internet na chopperia fica no setor NÃO FUMAÇA. 

Por que é permitida esta fumaça? Gostaria REALMENTE de saber.

Daniela Meira - produtora de culinária Mais Você

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O que Hering tem a ver com Arenque e com Rollmops??


Bom, na verdade rollmops é um petisco feito com um pedaço de filé de arenque que envolve uma cebola descascada (este foi o que eu comi) ou pepino em conserva. O filé de peixe dá a volta na cebola ou pepino e fica preso por um palito de dentes.


O arenque é o peixe da camiseta Hering...(siiimmm a camiseta se chama Hering em homenagem aos peixinhos Hering ou Arenque!!!). Arenques são pequenos peixes gordurosos (a gordura está dispersa por toda a carne e pele) e são encontrado nas águas temperadas e rasas do Atlântico Norte, do Mar Báltico, do pacífico Norte e do Mediterraneo. Há 15 espécies de arenque, a mais abundante é a do arenque do Atlântico, Clupea harengus. Os arenques se deslocam em grandes cardumes, chegando na primavera às costas da Europa e da América do Norte onde eles são capturados, salgados e defumados em grandes quantidades. As latas de “sardinhas” vendidas podem, na verdade, ser de espécies de arenques pequenos.
Quando vi esta iguaria no cardápio de um buteco, resolvi arriscar e pedir uma porção. Sabe que eu gostei??
Fiquei imaginando, no inicio do século XX, os fofinhos de paletó, indo a um bar (que só era freqüentado por homens), pedindo uma cerveja e uma porção de rollmops. Não deveria ter esse nome na época e tão pouco devia ter o mesmo sabor do que eu provei dada às condições de higiene e noções de cozinha na época, mas o jeito e a maneira de conservá-lo, dentro de um vidro cheio de vinagre e temperos, lembram os quitutes daquela época sim. Procurei no buteco o ovo cozido colorido, mas não havia....
Pelo que pesquisei os rollmops são geralmente comprados prontos para o consumo e guardados em jarras ou vidros. Esta conserva é geralmente feita com água, vinagre branco, sal, um pouco de açúcar (ou adoçante), rodelas de cebola, pimenta-preta e sementes de mostarda. O rollmops pode ser servido frio, sem ser enrolado ou com pão. Depois de abrir a conserva o rollmops dura geralmente de 2 a 3 semanas, claro, na geladeira pois ninguém é de ferro e nem os rollsmops!!
O nome rollmops é tanto alemão quanto holandês e vem da união das palavras rollen (enrolado) e Mops (que seria algo similar aos pugs – um tipo de cachorro no estilo do Bulldog...!!!). Eles ficaram famosos na Alemanha durante o século 19 e o que ajudou a aumentar sua popularidade foi a construção de longas estradas de ferro, que possibilitou o transporte do arenque do Norte da Europa e do Oceano Báltico para o interior e para aumentar a durabilidade o peixe era colocado em conserva em barris de madeira. Eles podem ser encontrados em vários países, no Brasil e África do Sul também!!! E você nunca provou?? Vale a pena conferir. Depois me deixe seu comentário...Como o brasileiro sempre dá um jeitinho em tudo, aqui você pode encontrá-lo feito com filé de sardinha!!


Apetitoso? Deixe seu comentário

Daniela Meira - produtora de culinária Mais Você

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Um Carioca na Embaixada Brasileira em Madrid

Conheci o chef Renato Saavedra há pouco tempo e o pouco que conheço achei o máximo. O profissionalismo conquistou a Europa com seus paladares refinados e atenção ao novo e criativo, afinal ele trabalha na embaixada brasileira, na Espanha, berço da nova tendência gastronômica mundial. Repasso o que ele me contou, com as próprias palavras...
Carioca de gema, nascido no bairro Peixoto, em Copacabana, solteiro (muito bem, obrigado!) sem filhos, com 3 sobrinhos (eles são lindos e um deles está seguindo os meus passos e está no segundo período de gastronomia na Estácio de Sá), o pai morreu há muitos anos e a mãe, uma senhorinha linda, foi chef de cozinha muitos anos, tinha um catering no Rio de Janeiro e depois cansou de tudo e foi morar em Teresópolis. Segundo Saavedra ela faz o melhor brigadeiro do mundo! Ele ainda tem duas irmãs mais velhas que moram no Rio e que trabalham em outras áreas.
Quando começou a gostar de cozinha?
Foi tudo meio que por osmose. Eu escapava das festas, dos bolos e dos milhares de docinhos e salgadinhos que sempre estiveram por todos os lados da minha casa. Meu cachorro adorava. Ficava debaixo da mesa esperando cair alguma coisa. Rsrsrsrs!!! Um dia eu comecei a ajudar a minha mãe por que faltava gente em uma das festas e fui pegando gosto por esse mundo. Ainda assim me meti em uma faculdade de jornalismo e larguei antes de me formar por que queria melhorar e aprender mais sobre cozinha. Montei um restaurante-cyber-café e foi muito bom por que funcionou o tempo que tinha que funcionar. Fiquei 2 anos como um louco, sem dia livre e quase tive um treco, mas valeu a pena! Aprendi muito, acertei bastante e nem te digo a quantidade de vezes que errei, mas tudo foi válido!!!!
Ele saiu do Brasil para trabalhar em cozinha
Fechei o local e fui para os Estados Unidos, Flórida e ralei muito em um restaurante lá por quase 2 anos. Na verdade eu tive muita sorte, por que eu tive um chef maravilhoso e que já tinha sido professor na Flórida Art Institute em Fort Lauderdale, e que foi o meu mentor. A velocidade e prática que eu consegui com minha mãe, ralando nas festas, me ajudaram bastante no meu dia-a-dia. Passei por todos os setores do restaurante, inclusive na parte de fora da cozinha também. Servi, limpei, recebi e isso foi a melhor escola. Graças a Deus eu tive muito sorte por que o professor e o dono do restaurante amavam a Espanha e como eu falava espanhol eles sempre me perguntavam coisas, tipo o que significava ou como se fazia isso ou aquilo. Me sentia o cara, né! rsrsrsrss. O triste foi quando eu resolvi largar tudo e voltar para a Espanha. (eu já tinha morado aqui entre 94 e 96, estudando o idioma)

Voltando para a Espanha, agora para trabalhar
Foi naquele momento do boom gastronômico mundial e que a Espanha era o lugar perfeito para aprender e trabalhar. Juntei minhas coisas e cruzei o oceano. Aqui as coisas eram muito mais complicadas. Era uma Espanha que eu não conhecia. O espanhol é muuuuito fechado para o novo, um pouco racista e classista. O que um brasileiro, recém-chegado dos Estados Unidos, falando perfeitamente espanhol poderia fazer para ajudar a então considerada melhor cozinha do momento??? Ocupar o espaço de um espanhol, pensavam eles. Primeiro os daqui e logo os de fora, ainda que os de fora possam ajudar a melhorar a situação, sempre fomos vistos como ameaça e não como outro mais para melhorar, para somar. Infelizmente ainda funciona um pouco assim. Tive que começar literalmente do zero. Ninguém acreditava no meu trabalho e nem me deixavam fazer nada para demonstrá-lo. Fui morar em uma cidadezinha chamada Pontevedra, que está na Galícia e perto de Santiago de Compostela. Foi então que eu consegui trabalho em um restaurante como lavador de pratos. É isso ai! E eu não morri não!!! Queria entrar naquele lugar de qualquer maneira. Era o melhor restaurante da cidade. O tempo passou, eu comecei a ajudar na cozinha e no dia livre do cozinheiro chef o restaurante inesperadamente lotou e eu aproveitei aquele momento para demonstrar o quanto eu valia. Mas nem um obrigado eu escutei! Não esperava muito mais que isso. Fiquei tão triste que pedi as contas e fui tomar um café em um barzinho que tinha uma amiga minha também brasileira.

Naquele momento cheguei a pensar em largar tudo, mas o destino....
Chegando no café, minha amiga me disse que precisava falar comigo por que tinha um amigo que estava montando um restaurante e que procurava alguém urgentemente. Eu fui correndo em casa, imprimi o meu currículo e fui falar com o cara. Ele nem leu nada, me mandou para a cozinha e me disse para sair só depois que tivesse terminado de preparar o meu melhor prato (Uiiii!!). Eu tremia que nem vara verde. O problema é que ele não tinha nada mais que camarões e outras coisas mais. Daí eu pensei: Se eu fizer o que todo mundo faz não vai ter graça, mas se eu fizer algo diferente entra o tal do bloqueio espanhol para o que é novo. Chutei o balde e preparei um escondidinho de camarão com cachaça que o homem comeu de passar mal. Arroz branquinho do lado. Uma delicia! Somos amigos até hoje. Não acredito em coincidência, acredito em destino e esse homem estava no meu destino. Naquele momento eu poderia ter largado tudo, mudado de idéia, tentado outro tipo de trabalho ou ate mesmo ter voltado para o Brasil, sei lá! Trabalhei pra ele por 1 ano e meio, ate que resolvi voar mais alto e me mudei para Madrid.

Na Embaixada em Madrid
Aqui em Madrid eu trabalhei com o Mario Sandoval, que é um chefe Estrela Michellin por 3 anos, até que saiu o convite para trabalhar na Embaixada. Foi assim quando me mudei para Madrid eu trabalhava em um restaurante aqui perto da Embaixada, também como chef. Alguém descobriu o meu telefone e uma menina da administração da Embaixada me ligou querendo uma entrevista comigo. Eles levavam muito tempo sem chef aqui e buscavam alguém com o meu perfil. Fiz uma entrevista com Embaixador da época e ele adorou saber que alem de experiência eu também falava outros idiomas. Foi amor à primeira vista!!!! (hehehehe)
O trabalho
Amo trabalhar aqui, por mais que eu saiba que a minha inquietude não me deixe aqui pra sempre! Aqui é muito mais tranqüilo que em um restaurante e também muito mais profissional. Tudo tem que sair perfeito. Tudo é super fresco, super bonito. Tenho mais duas pessoas que me ajudam todo o tempo. Cozinho exclusivamente para o Embaixador e para sua esposa. Meu contrato não me deixa fazer nada extra sem uma autorização deles. Sou contratado pela embaixada para prestar serviços a eles e sou responsável por todos os eventos que aconteçam aqui. Coquetéis, jantares oficiais etc... Dona Mariza, mulher do Presidente Lula adora o meu ossobuco!!!! (hehehehe) É um outro tipo de ralação. Eu vou pessoalmente ao mercado todo o santo dia comprar tudo fresquinho, carne, peixe etc.... É legal tudo isso. O açougueiro trabalha para a embaixada há mais de 40 anos... É uma relação muito antiga e de muito respeito. O melhor de tudo é que eu levo algum tempo morando aqui também. Tenho um estúdio só pra mim e não tenho que pagar nada por isso. Da até pra economizar um dindin....(hehehehe) Além do que eu tenho uma gata siamesa e ela mora aqui comigo sem nenhum problema. O bom também é que eu posso fazer cursos de cozinha em outras embaixadas com outros chefs e vice-versa. Estive umas semanas em Roma aprendendo segredos que você não vê nas receitas dos livros.

Madrid e a culinária
Amo Madrid. Entre todas as cidades do mundo em que eu já visitei, Madrid é única e claro o meu Rio de Janeiro. Não existe lugar no mundo como o Rio. Eu nunca pensei em desistir, na verdade eu nem tive tempo pra isso. Sempre fui muito batalhador, muito inquieto e essas coisas não passaram pela minha cabeça. Já cansei muitas vezes, por que todo trabalho é cansativo, isso é normal, por mais que você goste. Tem dias que eu começo às 8 da manhã e não paro até depois do jantar... isso esgota, mas também me fortalece.
Eu acho que o que conseguiu o Ferran Adriá ninguém vai conseguir. Misturar e transformar a cozinha tradicional em cozinha molecular foi uma das coisas mais brilhantes que já aconteceu na história da gastronomia. Eu acho que é uma fase que nunca vai sair de moda, por que ainda que as pessoas não consigam fazer essas coisas em casa, elas admiram, mas também continuam com a cozinha tradicional de sempre. Eu acho que a nova cozinha peruana está super bem preparada e que tem tudo para arrebentar.

Os critérios de avaliação de um restaurante
O El Bulli como o melhor restaurante do mundo, ok! pode até ser, mas eu prefiro muito mais a cozinha da Carmen Ruscadella. Ela é maravilhosa e para mim é a melhor de todos os tempos. Os critérios que eles utilizam para avaliar os restaurantes pelo mundo e definir qual é o melhor são um pouco de acordo com o sucesso do lugar. E o El Bulli entrou para a história, está claro!
Em Madrid existe uma eleição que se chama MADRIDFUSION que acontece uma vez ao ano e existem prêmios promovidos por revistas de culinária daqui que também serve para descobrir novos talentos. A revista La Cazuela é bastante conhecida e os seus prêmios são disputados a tapa. Eu trabalhei duas vezes na organização dos eventos na época em que eu trabalhava no Iboo, com Mario Sandoval

O que você faz de comida para você?
Bom, eu moro aqui e tudo fica mais fácil pois as coisas estão ao meu alcance. Eu tomo muito chá frio, sucos e adoro um misto quente com tomate e orégano...meu vício!!!! Adoro preparar pratos com vida, com cor, com sabor e textura. Adoro pato com polenta, arroz de tudo quanto é tipo. Faço um arroz de champignons, cava e queijo ralado que fica divino!!!! Adoro cordeiro com gengibre e pistache.... eu gosto de muita coisa.... heheheheh
Eu não gosto de limpar aves. Tirar as penas, queimar. argh!!! Odeio. Faço só se não tiver jeito. O resto eu faço tudo. Detesto estes pratos que demoram não sei quantos dias pra se preparar... me dá preguiça.
Já comi muita coisa...
Já fui de um lado ao outro e comi golfinho, cobra, macaco, lagarto, formiga, cavalo, coelho, codorna, ganso, pato, baleia etc... menos gente (eu acho...hehehehe e gato ou cachorrro! Por favor!!). Já briguei com um amigo em um restaurante coreano que pediu cachorro. Vai pastar! Comer cachorro??? E do meu lado??? Eu amo os meus cachorros e minha gata. Que absurdo. Eu sai e deixei ele lá. O pior é que eu não sabia voltar pra casa....heheheheheehe


Daniela Meira - produtora de culinária Mais Você





domingo, 14 de fevereiro de 2010

Que tal um cruzeiro?


Recebi um email sobre um cruzeiro que acontecerá logo mais, que achei show de bola e repasso a vocês. Eu adoraria estar neste navio...É o 3° Cruzeiro Prata Gourmet que acontecerá em fevereiro e março de 2010.

Seguem informações no texto abaixo:
O melhor da gastronomia brasileira em alto mar a bordo do Costa Mágica!
Mais uma vez, o Prata Gourmet faz uma parceria com a Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança. Além de levarem os sabores como lembrança da estadia no cruzeiro, os hóspedes que participarem das atividades programadas ganharão um dos mais disputados pratos exclusivos da Boa Lembrança, alusivo a este 3o. Cruzeiro Gourmet que são a marca registrada da Associação que reúne dezenas de restaurantes em todo o país.
O cruzeiro temático “Prata Gourmet”, da Costa Cruzeiros, chega à terceira edição trazendo os principais chefs do país a bordo. As novidades desta temporada incluem integração total entre hóspedes e renomados chefs convidados para o evento. Além de degustações de vinho, comandadas por Homero Sodré, e aulas show haverá um Quiz de Gastronomia; o Torneio Chef x Chef e uma competição para ver qual hóspede faz o melhor drink, depois da uma aula especial de coquetéis com Dalton Rangel.
Comandados pela chef Mônica Rangel (Gosto com Gosto, de Visconde de Mauá, o mineiro mais estrelado do Brasil), a equipe de protagonistas conta com outros nomes de peso Tereza Paim (Salvador), Heiko Grabolle (Florianópolis), Flavia Quaresma (Rio de Janeiro), William Chen Yen (Brasilia), Dalton Rangel e Mariana Palmeira (Visconde de Mauá), como Vitor Sobral (Lisboa), além de outros. O Chef residente do Costa Magica é o italiano Domenico Patamia, que recepcionará a equipe brasileira e dividirá as funções com eles durante o evento.
Ao longo das décadas, a cozinha da Costa Cruzeiros se consagrou em função da qualidade. Com o cruzeiro Prata Gourmet, que na temporada 2009/2010 chega à sua terceira edição, a companhia italiana celebra a arte de comer bem propondo jantares com temas especiais, além das palestras com chefs convidados, workshops sobre gastronomia e vinhos, degustações e demonstrações de comidinhas em ocasiões únicas. “É uma surpresa a cada dia. Nós promovemos inovações nos cardápios e o contato direto com os mais reconhecidos chefs de cozinha do Brasil. O cruzeiro mais saboroso do verão, possui um ingrediente especial: escala com pernoite em Buenos Aires”, afirma Renê Hermann, diretor geral da Costa Cruzeiros para a A mérica Latina.
O cruzeiro “Prata Gourmet” parte de Santos em 27/02 e do Rio de Janeiro em 28/02, segue para Buenos Aires, Punta del Este e Porto Belo, retornando a Santos em 08/03, ao Rio de Janeiro em 09/03.
Mais informações: www.costacruzeirosvirtual.com.br
Preço a partir de US$1.289 em 10 X sem juros. Pode ser pago no cartão de crédito, boleto bancário ou cheque.


Daniela Meira - produtora de culinária Mais Você

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Vai um bolinho de camarão com cerveja??


Não pense vc que eu não gosto de carne, gosto sim... Gosto principalmente de queimar uma carne (ou fazer um churras como diriam os paulistas) com meus amigos cariocas, é um programa que eu curto bastante e se tiver que ficar na churrasqueira, pode deixar comigo. A propósito, tenho um companheiro de ofício churrasqueiro, que manda muito bem nos espetos, além de animarmos as festas com nossas dancinhas de passinhos ensaiados...ele se chama Marco Lima e também trabalha na culinária do Mais Você. Então, ai vai, se quiser fazer uma festa na laje pode chamar que a gente vai...
Bom, estive no restaurante Karbonell, em Curitiba (PR) para provar alguns quitutes do mar que eu adoro. Este restaurante, apesar de parecer simples, tem uma característica bem gostosa. É um restaurante familiar. Familiar nos funcionários que trabalham, familiar na arrumação das mesas e familiar nos temperos e sabores. Sentei em uma cadeira no fundo do restaurante, como de costume, para observar, provar, sentir e justificar minha ida até lá. Olhei à minha volta e vi sobre a mesa um display com a foto de 5 cervejas da marca OPA BIER feita em Joinville (ou Vila da Diversão!)... 
Eu não conhecia e a foto com os dizeres me incentivaram a pedir uma, com certeza. Talvez até provar mais uma já que tinham a mesma proposta da Devassa (loira, morena, ruiva, se referindo ao tipo de cerveja). Pedi logo uma loira gelada, abri o cardápio e passei a análise do que seria um tira-gosto inicial. Huumm...bolinho de camarão. No sul, os bolinhos de camarão fazem sucesso e assim como no RJ onde todos os butecos tem bolinho de bacalhau (que ainda estamos à procura do melhor) os restaurantes e barzinhos no sul do país têm bolinho de camarão. Pedi logo um de bacalhau e o outro de camarão e aguardei. O garçon, um dos filhos dos donos do restaurante, trouxe a gelada, despejou um pouco no copo e se retirou...Provei...e ODIEI!!! Nunca tomei uma cerveja tão horrível!! Credo, que coisa ruim! Fofinho, joga fora todos os displyas das mesas que essa cerveja é pior que cerveja sem álcool! Sabor de serragem gelada!! Para não ser injusta pedi a cerveja morena....TAMBÉM HORRÍVEL!!!!!! CREDO!!!! ME SALVEM!!!! Não quero mais brincar disso! A Cintra e a Glacial conseguem ser melhores!!!!! Os bolinhos chegaram. Dois.
Pedi uma bohemia URGENTE URGENTÍSSIMO, CASO DE VIDA OU MORTE. Fiquei olhando os bolinhos e eles ficaram me olhando. Simpáticos, bonitinhos, apetitosos ...provei... ADOREI o de camarão (é o mais crespinho da foto ao lado!!!!). Que delícia de quitute. Até fiquei mais animada. O de bacalhau achei comum. A bohemia chegou, dei uns goles e me arrisquei a mais uma investida. Em outro lugar.
Daniela Meira - produtora de culinária Mais Você

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Cracóvia ?????????

CRACÓVIA – (cidade ao sul da Polônia)
A cidade que por quase seis séculos foi a capital polaca é hoje essencialmente estudantil. Milhares de jovens de todo a Polônia e de outros países, incluindo o Brasil, vêm estudar na cidade que abriga a sexta universidade mais antiga do mundo. Cracóvia escapou da destruição da Segunda Guerra Mundial.
A visita a Cracóvia pode começar pelo Rynek (praça do mercado) tombado pela Unesco como Patrimônio Histórico Cultural da Humanidade. Diz-se que é a maior praça da Europa. O lugar parece ser bem grande e durante o dia é ocupado por barracas com flores, artesanato e comidinhas de rua. Na praça ainda tem a Torre da Prefeitura, uma relíquia da antiga sede municipal, estátuas e o Sukiennice, um prédio que lembra a época medieval (ui). O lugar em 1875 passou por uma reforma completa que lhe deu uma aparência veneziana e lá dentro você pode comprar coisasinhas para levar para casa como bonecas e roupas típicas, rendas, jóias de âmbar e trabalhos em madeira....

MAS

Não é dessa Cracóvia que eu estou falando...Em uma das minhas idas ao Paraná, conheci uma cracóvia de comer! Os ucranianos (a Ucrânia é um país que faz divisa com a Polônia) que chegaram ao Paraná no final do século XIX deixaram em Prudentópolis, (cidade a 208 quilômetros de Curitiba), marcas que fazem o município não ser conhecido apenas pelas suas belezas naturais mas também pela produção de cracóvia (marca registrada de Prudentópolis). A cracóvia é um embutido com diâmetro maior do que o do salame comum, produzido por meio de técnicas de defumação em forno à lenha e tem referência na cidade polonesa onde nasceu o papa João Paulo II. Numa adaptação do embutido original ao paladar brasileiro, os ucranianos que se instalaram no Paraná desenvolveram uma iguaria menos seca.
Se você estiver no Paraná, tente comprar uma cracóvia. Abra uma cervejinha e corte fatias do embutido. Aprecie este petisco que passou por muitas histórias até chegar aqui. É diferente do salame, acho que mais suave, mas tem um sabor rústico...defini bem?



Daniela Meira – produtora de culinária Mais Você