quarta-feira, 31 de março de 2010

Um Barão na cozinha

Neste final de semana fiz um passeio histórico-gastronômico no Rio de Janeiro, mais precisamente em Petrópolis e Itaipava (sim...Itaipava da cerveja...huuummm)
Visitei o Museu Imperial em Petrópolis (Rua da Imperatriz, 220) que conta com registros históricos da época imperial que vão desde o século 13 até o início do 20. Depois assisti a um espetáculo MARAVILHOSO de som e luz (uma produção com efeitos especiais de iluminação, sonorização, feitos com jatos de água e projeção de um filme revivendo alguns dos mais importantes momentos do segundo reinado no Brasil e a história de D. Pedro II) e claro, visitei muitos restaurantes e degustei muitos pratos gostosos e é sobre isso que vou comentar.
Em uma destas degustações fui visitar um Barão...Barão na gastronomia com certeza. Especialista em pratos com carnes de caça, o chefe encanta pela simpatia, sabor dos pratos e principalmente pela facilidade que tem em enfeitar os pratos e decorar o restaurante misturando cor, sabor e texturas...
Alessandro Vieira ou Chefe Barão, nasceu na cidade de Três Rios e nunca havia cozinhado ou feito qualquer curso na área. Aos 17 anos lavava pratos num restaurante em Petrópolis. É Barão do garfo, faca e fogão. Muito determinado, conseguiu dar suas pitadas na cozinha, depois que pediu para seu chefe dar uns toques sobre os pratos...assim começou sua vida na nobreza. Começou na confeitaria e daí para vários restaurantes em Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Montevidéu e Paris.
A história do apelido Barão vem de longe. Alessandro é irmão gêmeo de uma menina. O pai ainda não sabia que nome dar aos filhos e então começou a chamá-los de Barão e Baronesa. O tempo foi passando, os nomes foram dados e o Alessandro nunca mais tirou este título!
O restaurante dele fica em Areal, uma cidade ao lado de Petrópolis (RJ) e com certeza é tiro certo nesta nobre culinária. A mistura é diferente e por isso tem que ser feita por quem entende do negócio, e ele sabe o que faz. Ele que decora o restaurante. Eu disse decora por que ele muda periodicamente o visual interno do estabelecimento. Eu achei um charme os lustres que misturam colheres, escorredores de macarrão e arroz, xícaras e colheres. Eu sou da seguinte opinião: uma pessoa criativa É uma pessoa criativa SEMPRE. O Barão faz os pratos com criatividade de sabor e de montagem.
Algumas delícias que ele fez incluiu patê de ervas de Provence e alho poró, foie de canard (pato), faisão, jacaré, javali e assim vai. Entre um prato e outro ele serviu sorbet de pitanga para limpar o paladar!!!Chique né? Se limpou não sei, mas que estava uma delícia...ah, isso estava!!!


Daniela Meira - produtora de culinária Mais Você

O que acontece...

...quando você acaba de beber um refrigerante...

Primeiros 10 minutos:
10 colheres de chá de açúcar batem no seu corpo, 100% do recomendado diariamente.
Você não vomita imediatamente pelo doce extremo, porque o ácido fosfórico corta o gosto.

20 minutos:
O nível de açúcar em seu sangue estoura, forçando um jorro de insulina.
O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura (É muito para este momento em particular).

40 minutos:
A absorção de cafeína está completa. Suas pupilas dilatam, a pressão sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar na corrente. Os receptores de adenosina no cérebro são bloqueados para evitar tonteiras.

45 minutos:
O corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo. (Fisicamente, funciona como com a heroína..)

50 minutos:
O ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, aumentando o metabolismo.
As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina, ou seja, está urinando seus ossos, uma das causas das OSTEOPOROSE.

60 minutos:
As propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina.
Agora é garantido que porá para fora cálcio, magnésio e zinco, os quais seus ossos precisariam..Conforme a onda abaixa você sofrerá um choque de açúcar. Ficará irritadiço. Você já terá posto para fora tudo que estava no refrigerante, mas não sem antes ter posto para fora, junto, coisas das quais farão falta ao seu organismo.

Pense nisso antes de beber refrigerantes.
Se não puder evitá-los, modere sua ingestão!
Prefira sucos naturais.
Seu corpo agradece!*

Fonte: Prof. Dr. Carlos Alexandre Fett, Faculdade de Educação Física da UFMT, Mestrado da Nutrição da UFMT, Laboratório de Aptidão Física e Metabolismo - 3615 8836, Consultoria em Performance Humana e Estética

Daniela Meira - produtora de culinária Mais Você

terça-feira, 30 de março de 2010

No mundo dos marshmallows

Chef confeiteira Patrícia Brock, brasileira. Aos 23 anos estava animadíssima na faculdade, adorava o curso que estava fazendo, via futuro na profissão e se formou em artes plásticas em SP. Foi trabalhar na área mas depois de um tempo viu que no Brasil as coisas não funcionam bem assim. Por mais que você goste do curso que estiver fazendo, nem sempre o seu emprego vai te dar esta alegria e retorno financeiro. Ela sempre gostou muito de fazer doces, bolos, quitutes na cozinha e nesta época, a irmã dela, mais nova, estava de mudança para Nova Iorque. Patrícia seguiu os conselhos da mãe e foi para lá fazer um curso de patisserie por 3 meses. Isto foi em 2001. Fez o curso, gostou e resolveu bater na porta de nada mais e nada menos que François Payard e pediu um estágio, trabalho ou qualquer coisa que o valha. Conseguiu.

Depois de um tempo, um guapo rapaz (Michael) foi trabalhar na confeitaria. Ele, chefe confeiteiro, começou sua carreira com estágios em docerias e hotéis na Philadelphia enquanto estudava gastronomia. Seu primeiro emprego foi em uma doceria de New Jersey, depois trabalhou em um café de um famoso chef francês nos EUA, Daniel Boulud.

Eles começaram a sair, a namorar, casaram. Trabalharam um bom tempo em Nova Iorque, mas a vida cansativa e sob pressão de uma cidade que não pára, trabalhando 7 dias por semana, 15 horas por dia e só se comunicando por bilhetinhos (!!!) fizeram os dois pensar um pouco mais na vida. O Michael recebeu uma proposta de trabalho em Los Angeles e lá foram eles para um local mais tranqüilo, trabalhando 5 dias por semana, se vendo e conversando todos os dias (pois tinham tempo!!!!) e ela foi trabalhar na maior empresa de catering da costa oeste dos Estados Unidos, comandando a produção das sobremesas de todos os restaurantes do grupo! Paralelamente, Patricia estudou a arte do chocolate artesanal na francesa Valrhona (aquela que já falei no post Vai um chocolate ai?).

Há 2 anos, ela sentiu que estava na hora de voltar ao Brasil e para ele uma nova experiência em um país que ele conhecia como turista, mas agora veio para ficar.

Abriram um ateliê de doces em São Paulo (Itaim) chamado Jean et Marie onde fazem delícias e uma delas é o marshmallow. É claro...a receita estará neste blog assim que eles se apresentarem no programa Mais Você!
Eles são simpáticos, carismáticos, felizes, energéitcos, mega power!!! Será que é a força dos marshmallows??? Não!!! Eles são assim, simplesmente FELIZES! Um casal fofinho como os marshmallows!


Daniela Meira - produtora de culinária Mais Você

domingo, 28 de março de 2010

No mundo das Anonáceas

Mais frutas...
A família Anonácea engloba um grupo de plantas frutíferas de importância econômica no Brasil e em algumas regiões do mundo, composta principalmente por plantas tropicais, sendo muitas nativas do Brasil exceto as de clima temperado.
São relatadas mais de 2000 espécies, dentre elas as comestíveis utilizadas em plantios comerciais, as de uso medicinal, industrial, como planta exótica e em reflorestamentos. A similaridade e o número de espécies causa confusão na identificação popular, principalmente devido a denominações regionais.

Cherimola ou Cherimoia - (Annona cherimola) é uma das espécies de clima temperado, com excelente qualidade e valor comercial, sendo cultivada nos Andes, Europa, Califórnia e regiões brasileiras de clima ameno. Possui sabor doce e sementes soltas da polpa.
Fruta-da-Condessa – (Annona reticulata) também conhecida como Conde ou Cabeça-de-Nego ou anona lisa, é normalmente encontrada em fundo de quintal. Fruta doce e saborosa, plantada comercialmente em pequena escala, pois a polpa tem textura arenosa.
Biribá – (Rollinia mucosa) planta de porte alto, nativa do Norte das Antilhas e Norte da América do Sul (Amazonas), a casca do fruto possui saliências em forma de escamas pontiagudas e é amarela. A polpa é translúcida, mole, suave, doce e aromática, frutos muito perecíveis e, portanto pouco comercializados.

Pindaíva – (Duguetia lanceolata) árvore da Mata Atlântica, de crescimento lento, madeira de lei, utilizada em reflorestamento e paisagismo. Seus frutos são atrativos, doces e comestíveis, porém com pouca polpa.




fonte: http://www.infobibos.com/Artigos/2007_2/Anonaceas/Index.htm

Daniela Meira - produtora de culinária Mais Você

quinta-feira, 25 de março de 2010

Se você tem dúvida...

Na semana passada, no dia 19 de março, durante o programa Mais Você, a Ana Maria e o Louro José fizeram a tradicional promessa a São José. Esta promessa é feita da seguinte forma...você prepara uma lista com as frutas que você gosta (veja bem, isto é uma promessa, ou seja, significa que você deve se mostrar ao santo em questão que você se sacrifica para que o seu pedido se realize...não vale colocar na lista frutas que você não gosta ou que nem conhece, né??). Muito bem.
Feito isso a Ana Maria retirou a fruta PINHA e disse que será um sacrifício pois realmente gosta muito desta fruta.
Passado um tempo veio a dúvida... Qual fruta é a pinha?????? Ela é a mesma coisa que atemoya, ou fruta do conde, ou fruta da condessa??? Qual a semelhança dela com a graviola? E o pinhão?? Vem de uma pinha da araucária... e ai? Qual fruta é a pinha??
Muito bem, depois de pesquisar (contei com a ajuda da fofinha que trabalha comigo, Renata Rodrigues, que fez várias pesquisas) e chegamos à seguinte definição...
Fruta-do-Conde – também chamada de Pinha, Ata, Condessa , Cabeça-de-Negro. Pertence à família da GRAVIOLA! É uma das espécies mais conhecidas, cultivada em todo o Brasil, comercialmente ou em fundo de quintal. Muito apreciada pelo sabor, porém, apresenta muitas sementes com a polpa aderida. Isto restringe a exportação, pois estes consumidores preferem consumir a polpa com colher sem as sementes. Já temos fruta-do-conde de casca vermelha e até sem sementes, porém esta última apresenta frutos pequenos e muito moles quando maduros, dificultando a comercialização. Eu adoro fruta-do-conde e se tiver, como todos os dias!!
Graviola – (Annona muricata L.) fruta comum na Venezuela, Norte e Nordeste brasileiros. Os frutos chegam a pesar mais de 8 quilos, a polpa congelada é comercializada no mercado interno e exportada, sendo o suco de excelente sabor. Bom potencial de plantio e mercado em São Paulo. As folhas são utilizadas no tratamento contra câncer, com comprovado efeito medicinal. Veja a semelhança com as outras só que maior.
Atemóia – O cruzamento entre a Fruta-do-Conde e a Cherimola, originou a Atemóia. O cultivo comercial da Atemóia vem crescendo, porém trata-se de um cultura exigente em irrigação, adubação, podas e pós-colheita, sem esquecer que por ser um híbrido (resultante de um cruzamento) as mudas só devem ser produzidas por métodos vegetativos (enxertia e estaquia). Comparada com a fruta-do-conde, as frutas são maiores, mais doces e com menor número de sementes, que se soltam da polpa facilmente e por estes motivos, tem mercado garantido no Brasil e exportação. As plantas se desenvolvem muito bem em algumas regiões do Brasil.


A pinha, fruto onde estão aglomerados os pinhões vem da Araucaria angustifolia uma árvore muito alta e típica nas paisagens do sul do país, principalmente no Paraná. O pinhão é a semente da Araucária e fica todo grudado, lado a lado, dando este formato de pinha. Tem a forma triangular com cerca de 5 cm de comprimento e é recoberto por uma casca lisa de cor castanha.
A polpa é a parte comestível, muito dura crua, e deliciosa quando cozida. Formada basicamente de amido que também é encontrado na mandioca, batata, arroz, feijão, milho e trigo, todos alimentos ricos neste carboidrato. E por isso era alimento dos índios do sul do Brasil.
Todas semelhantes e para cada um a pinha tem uma imagem, não é mesmo? Neste país cheio de variedade e condições de plantio de todas as espécies, fica difícil falarmos a mesma língua.
Eu gosto de todas e ficaria triste em ter que passar 1 ano sem comer alguma delas. Mas se fizer esta promessa...

Daniela Meira - produtora de culinária Mais Você



terça-feira, 23 de março de 2010

Um libanês em Minas Gerais

Estive em Alfenas (MG) visitando a cidade e acabei por descobrir um lugar com tudo para dar certo, mas não conseguiram aplacar. Existe um restaurante, no final da rua perto da igreja central, chamado Restaurante do Ali (R. Francisco Mariano, 431). No Ali tem comida libanesa. Uma excelente e saborosa comida libanesa. A história parece ser a seguinte...Um fofo resolve abrir um restaurante para resgatar suas raízes e tradições, que remetem sua casa, onde a mãe cozinhava e transmitia segurança para todos que moravam ALI.
Foi montado este restaurante em uma cidade pequena. Bom, a culinária da família é a libanesa e todos os atributos e dons mágicos gastrônomicos invadem esta cozinha à espera dos clientes que entram e querem comer algo gostoso. Tudo certo, mas...o público não quer isso neste local. Eles querem beber cerveja, petiscar o comum, não testar novos sabores, jogar conversa fora, jogar energia negativa do chefe  fora. Conclusão...Eles não encontram isso entre kaftas, kibes, lentilhas, homus e tabule...
Os clientes vão embora. Solução...mudar o perfil do restaurante. Mesmo que mantenham no cardápio pratos tradicionais da culinária libanesa, entram em cena inúmeros tipos e qualidades de cervejas para acompanhá-los.
Adorei o que comi: kibe recheado com coalhada, arroz com aletria (aquele macarrão bem fininho tipo cabelinho de anjo) e batatas libanesas. Sabe como são estas batatas? São batatas cortadas tipo palito, mais finas que as comuns e depois de fritas são misturadas a alho frito, bem douradinho e cheiro verde...afinal estou em Minas e aqui o alho dourado reina como se fosse ouro!!
Acho que o restaurante deve bombar, sim, mas foi adaptado ao cliente opara que sobrevivesse, e com certeza tem feito isso muito bem. A culinária é excelente em sabor, o atendimento muito bom. Se a proposta era se manter, ok, conseguiram. Mas fico triste em constatar que ainda não temos paladar para novidade ou para novos sabores e texturas.
Pense bem. Se você falar que o arroz libanes é uma mistura de arroz com macarrão cabelo de anjo, você vai achar talvez estranho, ou no mínimo diferente. Mas se você pegar uma marmita de algum peão de obra, com certeza encontrará arroz misturado com macarrão. E eles gostam. Então por que este cardápio libanes não foi bem aceito? Outra coisa, todo mundo gosta de kibe. Em festinhas de criança todos adoram. E neste restaurante existem inúmeros tipos de kibes. Recheados, fritos ou assados. Mas a aceitação não foi tão boa a ponto do restaurante ter que mudar o cardápio há 2 anos e incluir pratos executivos, tipo arroz, feijão e bife.
Adorei o sabor, a apresentação é simples, o endereço é central. Volto lá com certeza.

Daniela Meira - produtora de culinária Mais Você

segunda-feira, 22 de março de 2010

Vamos comer sardinha??

Um lugar a ser visitado no Rio de Janeiro, sem dúvida. o título é sinistro, o prato um tanto quanto inusitado, mas esta tradição portuguesa é antiga no centro do RJ, na Rua Miguel Couto.
São alguns botecos, tipo "pé sujo", que vendem esta mega iguaria...DE-LI-CI-O-SA. Só de lembrar me dá vontade de comer novamente. Bem sequinha, as sardinhas abertas, empanadas e fritas são uma delicia. Elas vem em montinhos com 4 ou 5, inteiras e abertas e bem tostadinhas. Acompanhadas de um chopp, cerveja ou suco são a melhor pedida para um final de tarde. E esa tradição vem de longe...do século passado!!
O local, uma esquina onde os bares se encontram, espalham suas cadeiras e mesas ao longo do calçadão e os bares acabam se juntando pela quantidade de clientes. E a grande maioria quer...SARDINHA FRITA!! E pensar que alem de gostosa, as sardinhas têm um excelente nível de cálcio...!!! Fala a verdade.. veja a foto abaixo...você não fica com vontade de provar?? Quando vier ao RJ, dê uma passada, no final da terde como eu fiz, peça uma porção de sardinha frita, prove e depois me diga o que achou.

Daniela Meira - produtora de culinária Mais Você

domingo, 21 de março de 2010

DIÁRIO DE BORDO – Chefe Alecrim na Noruega

Vocês lembram do Chefe Alecrim, que esteve no programa Mais Você no dia 09 de maio e ensinou a fazer um risoto de cogumelos? Então, ele foi, naquele dia para a Noruega fazer um vídeo da pesca do bacalhau e nos conta, de lá , o que anda vendo e fazendo..

Marco de 2010:

Rio +33 graus
No dia seguinte, depois de ter aparecido no programa Mais Você, Oslo – 12 graus

Admito que apesar do contraste, essa diferença não bateu o meu próprio recorde. Meu 1º contato foi nas olimpíadas de inverno em Lillehammer, Noruega 1994. Mas agora, em merço de 2010, lembro que quando embarquei no Rio a temperatura naquele dia quente estava marcando + 43 º C. Qunado cheguei na Noruega estava -30º C!!! Faz as contas! Lembro-me claramente como se fosse hoje a sensação quando saí pela porta do aeroporto. Inesquecível! Principalmente eu com aquele super casaco” de inverno carioca, que não passa de uma camiseta com manga comprida. Passei frio!!!! Hehe! Além disso, “estava queimadão de praia”, um verdadeiro gringo em terra Viking.
Ele está filmando e fotografando a pesca do bacalhau para nós...



Livro e TV
Uma viagem do exótico norte ao exótico sul, um registro em fotos, um livro e filme dessa experiência gastronômica no país do bacalhau, até a mesa de seu maior apreciador, o brasileiro.

Aqui vai um pedaço do livro e do filme do Chef Carlos Alecrim através de fotos
Ao chegar na Noruega, muita neve...foi difícil para entrar em casa...Olha o detalhe de quantas roupas antes de sair. 5?, 6? Ou 7?



Na cidade de Bodø. Um pescador chamou minha atenção como exemplo da foto. Ele é o pescador, o vendedor, o maquinista, o mecânico e ao mesmo tempo o capitão de seu barco. Sozinho ele faz tudo, 7 dias por semana. Tempestades e tempo ruim são apenas detalhes de seu dia a dia. Um comprador local diz: “Sua esposa me disse que o dia que ele não pescar, é o dia em que ele já não está mais aqui nesse mundo.” Esse Viking, com dialeto bem difícil de entender, ainda tem bom humor e espírito brincalhão. Já seu passado, muita história e sofrimento. Combatente, integrante do movimento aliado da resistência norueguesa contra a ocupação alemã durante 2a.guerra mundial. Viu de perto os horrores de uma Guerra, algo que nenhum ser humano merece experimentar, diz o senhor em forma de reflexão.

A nuvem negra e o forte vento ja nos avisam sobre a tempestade que iremos encontrar nesse extremo mar do norte.Tempestade a caminho. O principal de tudo é saber 3 coisas:
1º - Onde se encontra os salva vidas.
2º - Se é uma região com muitas baleias tipo orca
3º - Quanto tempo leva para chegar socorro, nesse mar gelado e distante dos vikings


O sol reaparece depois da turbulência. Só tive coragem de fazer a 1ª pergunta...né??Chegando ao destino, montanha típica de Lofoten.Escurece cedo na cidade Moskenes, Ilhas de Lofoten e a tempestade reaparece na manhã seguinte. Aqui um dos muitos lugares onde o bacalhau é pendurado.

E outras cidades importantes para a produção do bacalhau.
Ålesund, Kristiansund, Tromsø.

Olha essa boca!
Acompanhei o bacalhau fresco chegando. Toneladas e toneladas. Corte do peixa e producão. A cabeca do bacalhau é separada e vendida como delikatesse em alguns lugares e o corpinho do bacalhau fica pendurado para secar. 
Uma amostra do “King Crab”, Siri Rei . Olha o tamanho deste king crab!! O bacalhau parece uma sardinha!!! O resto dessa viagem, em breve no Mais Você!
Ui!!

Daniela Meira - produtora de culinária Mais Você

quinta-feira, 18 de março de 2010

Cervejas para degustar com Ovos de Páscoa

Lembram que a cervejaria japonesa Sapporo lançou em janeiro de 2009 uma edição limitada de uma cerveja de chocolate, batizada de Chocolat Brewery? A cerveja era fabricada com malte torrado e cacau e tinha sabor amargo de chocolate... Então, inteligentemente os degustadores de cerveja, donos de cervejarias e afins resolveram juntar o delicioso com o divino. A cervejaria gaúcha Dado Bier (Navegantes-RS) também criou em 2009 a cerveja Double Chocolate Stout que, claro, possui também chocolate na sua fórmula. Bom juntaram chocolate e cerveja...
se dá barriga não sei....
se engorda não quero nem saber....
mas que deve ser bom, ah isso deve!!

Vejam essa:
A Fuller’s, uma das maiores cervejarias da Inglaterra que fabrica uma gama de cervejas premiadas em todo mundo, tem uma cerveja especial para ser degustada com chocolate. É uma experiência gastronômica diferente, que foge do tradicional. Suave e agradável, a London Porter é classificada como Ale Premium considerada uma bebida versátil, devido aos seus complexos sabores. É fabricada com uma mescla de maltes marrom, cristal e chocolate, criando assim um sabor cremoso e balanceado com o tradicional lúpulo Fuggles. A bebida oferece notas de café (adoro notas) e de chocolate e cai muito bem quando degustada com chocolates.
Teor Alcoólico: 5,4%
Disponível em garrafas de 500 ml
Preço médio R$ 23,00

CERVEJARIA BAMBERG – Votorantim, São Paulo
A Cervejaria Bamberg de Votorantim, São Paulo, também dispõe de um estilo queagrada pelo aroma e sabor de café e chocolate provenientes do malte. Combina bem com sobremesas a base de chocolate. Originária da região de Thuringen e da Franconia na Alemanha, a cerveja Schwarzbier possui cor escura por ser produzida com malte torrado. O lúpulo não tem predominância nesta cerveja, porém possui uma discreta nota de lúpulos nobres do sul da Alemanha (bem específico, não é? esses caras devem ganhar muito dinheiro pois o paladar deve ser apuradíssimo!!)
Teor alcoólico – 4,8%
Garrafas de 355 ml
Preço médio: R$ 6,00



GUINNESS – Irlanda
A cerveja Stout mais consumida no mundo, é elaborada a partir de maltes especiais e cevada torrada, possui uma coloração escura e um sabor que associa o amargo do lúpulo com o adocicado do malte. Harmoniza com bolos e pudins de chocolate.
Teor alcoólico – 4,2%
Preço médio – R$ 17,00


 
 
Que tal para a páscoa? Não é uma boa pedida?
 
Daniela Meira - produtora de culinária Mais Você

quarta-feira, 17 de março de 2010

Vai um chocolate ai?

Wispa Gold é um dos chocolates considerados mais caros de mundo. Feito com folhas comestíveis de ouro e embalagem também folheada a ouro chega a custar U$ 1630 dólares (cerca de R$ 2700 reais). Lançado originalmente em 2003 e com a produção parada em 2005, o Wispa Gold foi relançado em setembro de 2009 em uma edição especial, com apenas 55 barrinhas do chocolate. Esta edição especial foi feita por causa dos inúmeros pedidos dos fans no Facebook para o retorno do caríssimo chocolate. A fábrica é a Cadbury, que fabrica aquele chiclete Clorets e tem uma fábrica em Bauru, no estado de São Paulo...Mas barra de ouro que é bom, nada!!
Na Inglaterra o preço do chocolate atinge o mesmo valor do seu peso em ouro.!Há ainda uma pequena quantidade deste chocolate disponível na Austrália... Bom, para ir à Austrália e provar este chocolate, a viagem fica bem mais cara, não?
E me diga uma coisa, se o chocolate é tão bom quanto diz no site, por que banhá-lo em ouro??

Outro chocolate mega caríssimo...
Imagine que esta pequena bolinha de chocolate tem em seu interior uma rara trufa francesa, chamada Perigord. (Nota: As trufas pretas do Perigord, na França, são de safra mais tardia dos que as outras. Atingem o auge da qualidade a partir de meados de janeiro e a safra termina em março. Os principais produtores são as regiões do Luberon e da Provence, por isso são utilizadas nesta época quando o consumo de chocolate no mundo torna-se maior devido à Páscoa). Bom, o chocolate que reveste esta trufa é composto em 70% por cacau Valrhona (Nota: esta marca de chocolate francesa, de Lyon, foi fundada em 1922 e hoje é uma das líderes do mercado mundial). Este chocolate é misturado numa ganache com óleo de trufa, baunilha e açúcar. E depois é enrolada à mão com a trufa preta no seu interior, e polvilhada com pó de cacau. Ai é só colocar numa caixa prateada sobre uma camada de pérolas de açúcar. Chique, não? Ele se chama “La Madeline au Truffe” da Knipschildt é certamente um prazer carissimo. O chocolateiro Fritz Knipschildt fundou a sua empresa em 1999, depois de se formar como Chef na Dinamarca. E assim este homem criou um dos chocolates mais exclusivo e mais caro do mundo.
O seu preço unitário é cerca 170€ e cada 500 g custam cerca de 1800€ (vai fazer a conta???).

Né?

Daniela Meira - produtora de culinária Mais Você

terça-feira, 16 de março de 2010

Simplesmente chocolate!!

Nesta semana ando recebendo vários emails deliciosos e conforme os dias forem passando vou repassando pois são sobre um produto que dificilmente alguém não gosta...
CHOCOLATE...e tem altas dicas, como esta...
Se a ideia é realmente cair de boca no chocolate, que seja então o amargo. A dica é da nutróloga Samantha Enande, da Clínica Valéria Marcondes, de SP. A ingestão moderada do tipo meio amargo pode prevenir AVC, trombose e ainda reduzir os níveis da pressão arterial.
Os dados são confirmados por uma pesquisa da Universidade de Toronto que ainda será publicada em abril, bem próximo a Páscoa, no congresso da Academia Americana de Neurologia. Quase 45 mil pessoas participaram do estudo e os que consumiram cerca de 50 gramas por semana do chocolate enriquecido em cacau, apresentaram um risco de 46% a menos de morte após um derrame. “O tipo meio amargo é saudável por possuir mais de 70% da composição só de cacau. Essa é a importante substância que contém antoxidantes – os grandes responsáveis por combater os radicais livres - que protegem contra doenças cardiovasculares, neurodegenerativas e até câncer”, explica a médica.
Sem exceder as calorias, o uso moderado da guloseima pode estimular o ânimo e o raciocínio e ainda produzir efeitos benéficos nas substâncias cerebrais responsáveis pelo bom humor e controle do estado emocional. “A serotonina é estimulada quando ingerimos o chocolate e causa instantaneamente sensação de bem estar, o problema é que essa sensação passa muito rápido. É aí que a tendência é consumir mais e quando o consumo se torna alto e desequilibrado os quilinhos podem aparecer”, conclui

Daniela Meira - produtora de culinária Mais Você

segunda-feira, 15 de março de 2010

Chefe Chocolatier e Cake Designer Andressa Schmidt

Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Regional de Blumenau, a Chefe Chocolatier Andressa Schmidt trabalhou uns 5 anos neste ramo mas logo descobriu que a grande paixão ia além das edificações e projetos. Em 2005, direcionou a carreira para um novo caminho: unir o dom para desenvolver atividades artísticas à gastronomia. Assim nasceu a Ora,Bolos, o primeiro projeto profissional. O objetivo era a criação de bolos artísticos, com modelagens de personagens, direcionados mais ao publico infantil. Hoje o trabalho envolve casamentos, festas de 15 anos, aniversários, maternidade e festas corporativas, abrangendo desde bolos artísticos até chocolates especiais.
Outra paixão recente chama-se Chocolate de Origem Controlada, um produto relativamente novo no mercado e com grandes chances de sucesso devido aos seus aromas peculiares, sabor e personalidade. Assim como ocorre com as provas de vinho de terroir, os experts em chocolates com Denominação de Origem Controlada (D.O.C) criaram um verdadeiro ritual de concentração para que assim, apareçam o gosto e o retrogosto do produto.
O chocolate de origem, na verdade, tem um significado profundo. é um atestado de um produto originário de uma localidade que lhe dá uma certa reputação e característica. Significa que foi feito pelas mãos de gente comprometida com qualidade. É como se fosse um elogio a uma terra e ao homem da terra. Se os chocolates de origem ainda representam uma parte mínima das vendas no Brasil, vêm, pouco a pouco, caindo no gosto do freguês e até ajudaram a indústria do setor a vender 30 mil toneladas em dezembro do ano passado (11% a mais que no ano anterior).  Nesta semana ainda, teremos a presença do Chefe Chocolatier Nicolas do L' Univers du Chocolat de São Paulo e o site tem ótimas e detalhadas informações sobre as origens e características do chocolate. Vale dar uma olhadinha.

Nesta terça-feira (16), durante o programa Mais Você haverá o primeiro workshop de chocolates e esta primeira aula é com a chefe chocolatier Andressa Schmidt. Ela mostra os diferentes tipos de chocolate (fracionado, hidrogenado, nobres e o branco...que não é chocolate, né?), depois ela mostra alguns processos de derretimento (que pode ser em banho-maria ou microondas) e a parte mais importante para quem quer começar a trabalhar com chocolate, a temperagem (ela mostra o método das sementes, no mármore e o banho-maria frio). Vale assistir este vídeo e esta aula. Além disto, a Ana vai mostrar o que o Chefe Márcio (do programa) trouxe de novidade da feira em Paris.

Bom a Andressa realiza anualmente viagens para pesquisa de novos produtos e participo de eventos ministrados pelos maiores Cake Designers e Chefs Chocolatiers da atualidade e esta se especializando em Pâtisserie e Boulangerie no Centro Europeu, em Curitiba.

Daniela Meira – produtora de culinária Mais Você